segunda-feira, abril 26, 2021

Frida Kahlo e as cores da vida (Caroline Bernard)


"Estou apenas tentando deixar o mundo ao meu redor um pouco mais bonito. Além disso, consigo me esquecer das minhas dores enquanto pinto", p.42.

Admiradora da história de Frida kahlo, por curiosidade, adquiri 'Frida Kahlo e as cores da vida' de Caroline Bernard, indicação do mês de janeiro da Tag Livros mesmo não sendo assinante da modalidade Inéditos.

A obra é dividida em três partes, considerada uma narrativa ficcional em que a autora se inspirou em biografias sobre a consagrada artista mexicana, e construiu sua própria história, que resultou em um romance biográfico que apresenta aspectos icônicos da vida de Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, com destaque para os conflitos, problemas de saúde, a relação com a família, com a arte e cultura mexicana, além do conturbado matrimônio com o pintor Diego Rivera. 

É impossível ler sem imaginar por traz um cenário que expressa um contexto de flores, cores, arte, revolução, força, feminismo e vida, que faz jus ao título do livro, mas que também se contrasta por outro lado, com sofrimento, humilhação, traição de uma personagem que muitas vezes, se apresenta indecisa e frágil. 

Um dos marcos da narrativa e da vida de Frida é o acidente sofrido por ela na juventude, algo que irá mudar sua vida para sempre. Também no decorrer da sua trajetória, e que o livro enfatiza muito bem, que apesar dos problemas de saúde que enfrenta e as diversas cirurgias que submete, a história mostra como ela encontra na pintura a válvula de escape para superar seu sofrimento e sagrar-se como uma grande artista mexicana, que soube transformar sua dor e sua cultura em arte e expressão de liberdade. Li e recomendo!

"Então eu vivo na minha pintura [...]. A vida é bela demais, colorida demais para ser apenas suportada. Quero apreciá-la, quero sentir alegria e amor", p. 47.


Como plano de fundo da Foto 1, foi utilizada uma das janelas do Museu Municipal Olavo Pereira dos Santos em São Desidério, em cor azul, a qual pensei em usar fazendo referência à Casa Azul de Frida Kahlo em Coyoacán, México. E na Foto 2, como fundo, um bouganville rosa que enfeita a orla da Barragem, também em São Desidério, por ser uma planta citada para descrever alguns momentos a narrativa acerca do quintal da Casa Azul de Frida.

Por Analítica


O Ateneu (Raul Pompéia)

 


"Vais encontrar o mundo, disse - me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta", página 03. Entre  as principais recordações, frustrações, amizades, intrigas, aventuras, relacionamentos conturbados e as tentativas de adaptação no colégio interno, Sérgio, personagem principal deste enredo, vai narrando a experiência de dois anos que viveu dentro dos muros do Ateneu.

Para diversificar as leituras, em abril o Analítica optou também por este clássico da Literatura Brasileira, obra escrita em 1888 e dividida em 12 capítulos. Do consagrado escritor Raul Pompéia, a história é baseada na própria experiência do autor, enquanto interno no Colégio Abílio no Rio de Janeiro.

Alguns marcos da narrativa se referem a alguns relatos sobre as dificuldades do relacionamento do personagem central Sergio com o diretor Aristarco Rebelo, com críticas às diversas situações de crises, miséria moral, hipocrisia marcadas pelo sistema educacional da época. 

"Onde meter a máquina dos ideais naquele mundo de brutalidade que me intimidava com os obscuros detalhes e as perspectivas informes escapando à investigação da inexperiência? Qual o meu destino, naquela sociedade que o Rebelo descrevera horrorizado, com meias frases de mistério, suscitando temores indefinidos, recomendando energia como se coleguismo fosse hostilidade?", página 22.

A indicação dessa leitura surgiu de uma discussão em um encontro da Tag Curadoria Barreiras sobre o livro 'Moisés Negro', de Alain Mabanckou, que também trata sobre a rotina de garotos internos em um orfanato. A semelhança dos enredos entre os dois livros chamou a atenção e por também já ter ouvido falar sobre 'O Ateneu', achei pertinente a leitura para o momento. É uma ótima indicação para quem adora ler sobre memórias com um final interessante e repleto de nostalgia. A partir de agora o Analítica irá inserir com mais frequência obras da Literatura Brasileira em suas leituras. 

"Aqui suspendo a crônica das saudades. Saudades verdadeiramente? Puras recordações, saudades, talvez, se ponderarmos que o tempo é a ocasião passageira dos fatos, mas, sobretudo - o funeral para sempre das horas", página 120.

Por Analítica

sexta-feira, abril 23, 2021

Dia Mundial do Livro


No momento, estou lendo simultaneamente estes dois livros. 'O Ateneu' de Raul Pompeia e 'Frida Kahlo as cores da vida' de Caroline Bernard. Ambos tratam de temáticas totalmente diferente, mas escolhi assim para tentar conciliar a leitura de uma obra da literatura brasileira e outra da literatura internacional. Até o momento tem fluido bem a leitura!



Por Analítica

 

quarta-feira, abril 07, 2021

Analítica faz 11 anos



A data, 7 de abril, dia do jornalista, foi proposital para a estreia do Analítica, há 11 anos. Um espaço virtual para compartilhar reportagens e aventuras da rotina de uma jornalista recém formada e um pouco 'maluquinha'. 

O projeto tinha muitas perspectivas que foram se perdendo pelo caminho  com o desânimo da profissão e algumas tentativas frustradas. Com o tempo, em meio ao imediatismo das redes sociais, mas no intuito de se reinventar e não perder sua essência e nem o respeito de seu público, o blog passou a adotar uma tendência mais voltada à literatura, com produção de conteúdos literários, a exemplo de dicas de livros, fotos, notas sobre eventos culturais e referentes à leituras realizadas. 

E é por isso que hoje, este blog não poderia deixar de agradecer aos seguidores, leitores e colaboradores que fazem parte desses 11 anos de história. Fica também o convite para que continuem acompanhando a trajetória do Analítica. 

Por Analítica

quarta-feira, março 31, 2021

Leituras do trimestre



"O livro traz a vantagem de a gente estar só e ao mesmo tempo acompanhado", Mário Quintana.

Essas são as leituras do Analítica desse primeiro trimestre de 2021. Sempre gostei de ler e confesso que esta tem sido umas das melhores formas para preencher o tempo.

Ainda não consegui intensificar o rítmo das leituras como gostaria, pois sempre acho que leio menos do que poderia. Mas por hora vou reforçando este hábito tão prazeroso e que tem sido imprescindível para o Analítica continuar existindo, e partilhando aqui com vocês algumas experiências e descobertas do maravilhoso mundo da leitura.

Leituras pela ordem:

1 - Eu morreria por ti e outras histórias (F. Scott Fitzgerald)
2 - A mulher ruiva (Orhan Pamuk)
3 - Sula (Toni Morrison)
4 - O tatuador de Auschiwitz (Heather Morris)
5 - O céu da meia-noite (Lily Brooks-Dalton)
6 - Herdeiras do mar (Mary Lynn Bracht)
7 - Nocaute (Gary Vaynerchuk)


Por Analítica
 

Um pouco de teoria - Nocaute (Gary Vaynerchuk)




Iniciei esta leitura e várias vezes dei pausa. Não conseguia conciliá-la com outras leituras em curso, até reservar um momento exclusivo para conhecer sobre os fundamentos que Gary Vaynerchuk apresenta em 'Nocaute - Como contar histórias no disputado ringue das redes sociais'.

Confesso que não sou muito adepta à literatura sobre marketing de internet. A não ser no período da faculdade, poucas vezes busquei fundamentos a respeito. Mesmo assim, não dispensei a sugestão e embarquei na leitura. 

O autor traz sugestões de como "criar um conteúdo nativo perfeito e distinto para cada umas das plataformas". Para isso, destaca a evolução que esse 'contar sua história' sofreu no decorrer dos anos, salientando o enfraquecimento de plataformas mais antigas, a exemplo da televisão, do rádio, da mídia impressa, dos e-mails, hoje pouco utilizados pelo público, que a cada dia converge para as mídias sociais (twitter, instagram, facebook, pinterest, tumblr, e outros).

Entre  'jabs' e 'ganchos de direita', Vaynerchuk vai apontando estratégias certeiras para a melhor elaboração de conteúdos e uso correto das plataformas digitais, no intuito de orientar como produzir uma mensagem objetiva e com qualidade para alcançar clientes e o público, e consequentemente, atingir o 'Nocaute'. 

Entre tantas sugestões apontadas, Vaynerchuk também apresenta estudos de casos por meio de Erros e Acertos de conteúdos produzidos por empresas/marcas que se destacaram, considerando que é preciso sempre muito empenho e dedicação de quem o produz. "O segredo do marketing social é o microconteúdo. Quanto mais curto forem seu conteúdo e seu storytelling, melhor", página 201. 

A leitura foi sugestão de um amigo que também me emprestou o livro. O título em si já é bastante intrigante, atraente e avaliei como uma leitura extremamente necessária e atual que irá contribuir para desconstruir certos conceitos que alimentava de maneira errada ou como únicos padrões corretos a seguir.  Super recomendo a leitura!


Por Analítica 

 

quarta-feira, março 24, 2021

Herdeiras do mar (Mary Lynn Bracht)



‘Herdeiras do mar’ é o romance de estreia de Mary Lynn Bracht e traz uma história emocionante sobre o legado de vida das mergulhadoras coreanas denominadas 'haenyeos' ou mulheres do mar, que apesar de poucos conhecidas são retratadas nessa obra no período da Segunda Guerra Mundial, quando os japoneses invadiram a Coréia. 

É uma indicação da Tag Livros no primeiro quadrimestre de 2020, quando ainda estava fazendo uma experiência para decidir qual das duas modalidades associar - Inéditos ou Curadoria. Acabei por me identificar mais pelas indicações da Tag Curadoria. 

Assim como outras garotas de sua aldeia, localizada na costa sul da Ilha de Jeju, Hana, a protagonista da história, aprendeu desde cedo com a mãe o ofício de se tornar uma haenyeo, tradição mantida desde o ano 434 e que resistiu ao tempo. É do mar, onde mergulham profundamente que as haenyeo sustentam a família.

“Sempre olhe para a praia quando voltar à superfície, senão você pode perder o norte”, a mãe disse, virando o rosto de Hana para que ela enxergasse a terra (...) Procure sua irmã depois de cada mergulho. Nunca se esqueça disso. Se puder vê-la, você estará segura”, página 12.

Para salvar a irmã pequena Emiko, Hana é levada pelo exército japonês. Aos 16 anos, a garota passa a viver uma sofrida e violenta realidade em bordéis onde se torna mais uma ‘mulher de consolo’ dos soldados japoneses. Simultaneamente, a narrativa se passa em dois períodos: no passado, a partir de 1943 com o desaparecimento de Hana, e no presente, sob a perspectiva da irmã Emi, que tenta buscar sem sucesso, indícios do paradeiro da irmã perdida.

A história é uma das mais emocionantes que li, com muitos capítulos marcados por uma narrativa bem pesada e triste. Os relatos do sofrimento de Hana são extremamente comoventes. Recomendo a leitura para quem se identifica com uma história bem emocionante! 



Por Analítica

O homem mais rico da Babilônia (George S. Clason)

“Era uma vez, na antiga Babilônia, um homem muito rico chamado Arkad. Conhecido em toda parte devido à sua imensa riqueza, tornara-se igualm...