segunda-feira, outubro 26, 2020
Tudo de bom vai acontecer (Sefi Atta)
terça-feira, outubro 20, 2020
A culpa é das estrelas (John Green)
terça-feira, setembro 29, 2020
A síndrome de Aquiles - Como lidar com as crises de imagem (Mário Rosa)
A narrativa de Mário Rosa apresenta nessa obra é sempre fundamentada por exemplos de empresas ou personalidades públicas que passaram por crises de imagens e na maioria das vezes, o que fizeram para contornar a situação, saindo vitoriosas ou não. Na época, adquiri o livro para estudos da disciplina de Assessoria de Comunicação, área em que atuo, e hoje caracterizo como uma leitura bem oportuna para o momento, além de rever alguns conceitos e apontamentos do autor que podem ser agregados ao dia a dia.
Por Analítica
terça-feira, setembro 22, 2020
O menino do pijama listrado (John Boyne e Oliver Jeffers)
A partir do momento em que Bruno, o garoto alemão muda-se com sua família da casa em Berlim para uma casa isolada no campo, vê sua rotina mudar por conta da promoção de trabalho de seu pai. "Na verdade, para onde quer que ele olhasse, só via dois tipos de gente: se não eram os soldados felizes, sorridentes e gritalhões nos seus uniformes, então eram as pessoas infelizes e choronas de pijama listrado, a maioria das quais parecia estar olhando para o nada, como se estivessem de fato adormecidas", página 300.
Sem a presença dos antigos amigos, agora ele precisa de alguém para brincar. Pela janela do quarto da nova casa, ele vê ao longe algo que parece ser uma fazenda e pessoas que vestem pijama. Sua curiosidade o instiga a aproximar de forma escondida desse local. É quando conhece, do outro lado da cerca o garoto judeu, Shmuel. O mais incrível é a primeira percepção que Bruno tem em achar que se estivesse do outro lado da cerca, como Shmuel, ele teria mais amigos para brincar.
"É tão injusto", disse Bruno. "Não entendo por que tenho que ficar encalhado do lado de cá da cerca, onde não há ninguém pra conversar nem para brincar, e você fica com dúzias de amigos e provavelmente brinca durante horas e horas todo o dia. Terei que conversar com meu pai a respeito disso", páginas 168 e 169.
Nem mesmo a cerca é empecilho para uma grande e verdadeira amizade. São nesses encontros que eles brincam, riem, conversam e fazem planos de um dia estarem juntos em um mesmo lado. "Ele olhou para baixo e fez algo bastante incomum para a sua personalidade: tomou a pequena mão de Shmuel e apertou-a com força entre as suas. 'Você é meu melhor amigo, Shmuel', disse ele. 'Meu melhor amigo para a vida toda", página 310.
Em um desses planos que tentam realizar, ingenuamente motivados pela vontade de se ajudarem e de finalmente estarem próximos um do outro, a história de amizade entre os dois culmina em um final trágico e emocionante. "O soldado deixou tudo lá, intocado e foi buscar o comandante, que examinou a área e olhou para a esquerda e para a direita assim como Bruno fizera, sem ser capaz de compreender o que acontecera com o filho. Era como se ele tivesse simplesmente desaparecido da face da terra e largado as roupas para trás", página 311.
Embora sem final feliz, a narrativa consegue prender o leitor aos detalhes do enredo e o livro é uma ótima sugestão de leitura. Ao longo da história por vezes consegui imaginar o ambiente do campo de concentração, a voz dos meninos e me comover com tamanha inocência e ingenuidade dos dois garotos em meio a tanta maldade e tudo o mais que se possa imaginar de cruel numa história que se passa na época marcada pelos abusos do Nazismo.
Por Analítica
quinta-feira, agosto 27, 2020
Afima, Pereira (Antonio Tabucchi)
A Travessia (William P. Young)
"Tony tinha a sensação de estar sendo puxado para cima, como se fosse atraído de forma irresistível em direção a um campo gravitacional suave, porém insistente. A sensação era de ser acolhido no colo materno, e ele não ofereceu resistência. Tinha uma vaga lembrança de ter entrado em uma luta que o deixara exausto, mas agora o conflito parecia desaparecer", página 24.
A Travessia, William P. Young traz a história de
Antony Spencer, conhecido por Tony, um milionário de quarenta e poucos anos,
ateu e muito egoísta, que após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), fica
um período hospitalizado em coma, longe da família e de amigos. "Com
essas lembranças, ele começou a subir mais devagar, até ficar parado na
escuridão absoluta, suspenso em um momento de dúvida. Se Gabriel tivesse
sobrevivido, será que aquele garotinho tão precioso teria salvado a existência
patética de Tony? Três outros rostos lampejaram em sua mente, três pessoas com
as quais havia fracassado de forma grave e terrível: Loree, seu amor da
adolescência e duas vezes sua esposa; Angela sua filha, que provavelmente o
odiava tanto quanto ele odiava a si mesmo; e Jake...oh, Jake, sinto muito, meu
amigo", página 25.
Tony tem a oportunidade de encontrar
Jesus e o Espírito Santo e de viver uma segunda chance para reavaliar suas
atitudes e conseguir mudança."... o que é velho precisa ser
derrubado para que o novo possa ser seguido. Para haver uma ressurreição, é
preciso haver uma crucificação, mas Deus não desperdiça nada, nem mesmo as
coisas más que nossa imaginação foi capaz de criar durante a existência. Em
cada edifício demolido ainda resta muito do que um dia foi verdadeiro, correto
e bom, e isso faz parte da criação do novo", página 112.
Nessa tentativa de mudança para melhor
ele encontra pessoas que vão lhe mostrar um jeito simples de ver a vida e que
podem lhe ajudar a aproveitar a chance para fazer algo de bom a qual lhe foi
proposto em uma segunda oportunidade: curar alguém. Apesar de ser uma obra de ficção
o enredo mostra a volta por cima do protagonista, e do seu desejo de mudança.
outrora ateu, agora ele passa a buscar Deus para lhe ajudar a atravessar o novo
momento e conduzir sua alma para um novo caminho. "O que importava
naquele momento para Tony era simplesmente estar ali, dentro daquele
relacionamento com os dois. Êxtase e tranquilidade permeavam sua alma, uma
esperança serena e uma expectativa sem rédeas envolvidas em um manto de paz",
página 194.
Embora A Cabana traga um
enredo mais interessante e também por ser a obra que
assinala o meu primeiro contato com o autor, A Travessia é
também uma boa sugestão de leitura, e permite uma avaliação da proximidade e do
relacionamento com Deus, além de uma reflexão acerca do nosso
papel enquanto seres humanos, sobre erros e acertos e do que podemos fazer pelo outro.
Texto e foto: Analítica
A Cabana (William P. Young)
"A grande tristeza havia baixado como uma nuvem, e em graus diferentes cobria todos os que tinham conhecido Missy", página 58. A Cabana é um convite à reflexão sobre o papel que estamos desempenhando neste mundo. É o tipo de livro que você lê e se surpreende por encontrar direcionamentos que estão bem mais próximos do que imaginamos. Uma proposta de mudança de vida e respostas à indagações tão presentes no nosso cotidiano. Não é por acaso que a obra se tornou um fenômeno de público com mais de dois milhões de exemplares vendidos.
O
enredo traz a história de Mackenzie Allen Phillips, um homem que se tornou
amargurado pela perda de sua filha caçula Missy. Ela tinha seis anos
quando foi sequestrada e brutalmente assassinada durante um acampamento de fim
de semana com a família. "Como em todas as outras situações, o matador
não deixara nenhuma pista que pudesse ser seguida, só o broche. Era como se
estivesse lidando com um fantasma", página 57.
Mack sempre se refere ao episódio como a 'Grande
tristeza'. Após quatro anos, ele tem a oportunidade
de voltar à cabana, onde tudo aconteceu, para viver um grande momento: um
encontro com Deus. "Mackenzie, já faz um tempo. Senti sua falta.
Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar, Papai",
página 19. Em conversa com Deus, Jesus e o Espírito Santo, Mack tem a chance de
aprender grandes lições na tentativa de crescimento espiritual. "A
saída é voltar-se para mim (...) Os homens por sua vez, acham muito
difícil dar as costas para as obras de suas mãos, para sua busca de poder,
segurança e importância. Também acham difícil retornar para mim",
página 134.
Em certos momentos, o autor também faz alusão à narrativa
bíblica para fundamentar alguns trechos do enredo, a exemplo da passagem
mencionada em Mateus 14, em que Jesus caminha sobre a água com o
discípulo Pedro. "Seus sapatos ficaram molhados no mesmo instante, mas
a água não subiu nem mesmo até os tornozelos. O lago ainda se movia ao seu
redor e ele quase perdeu o equilíbrio por causa disso. Era estranho. Olhando
para baixo, era como que seus pés estavam sobre algo sólido, mas invisível.
Virou-se e viu Jesus ao seu lado segurando os sapatos e as meias numa das mãos
e sorrindo", página 130.
O crescimento de Mack se dá no decorrer das experiências
que lhe são permitidas, a exemplo da oportunidade que ele tem de ser juiz, da
aula de voo e de fazer escolhas. "A medida que você cresce no
relacionamento comigo, o que fizer simplesmente refletirá quem você realmente é",
página 135. Aos poucos Mack vai também se libertando do sentimento de culpa que
ainda sente em torno da morte da filha. "Só você em todo o universo
acredita que tem alguma culpa (...) talvez seja hora de abandonar essa mentira.
E mesmo que fosse culpado, o amor dela é muito mais forte do que a sua falha
jamais poderia ser", página 155. O ponto alto da narrativa é quando é
proposto ao personagem o perdão ao assassino da filha e o compromisso com o
amor a Deus e ao próximo. "Lembre-se, as pessoas que me conhecem são
aquelas que estão livres para viver e amar sem qualquer
compromisso", página 168.
Distribuídos em 18 capítulos, é uma leitura envolvente
contada de forma prazerosa. A primeira vez que li foi há 10 anos, mas desta vez a leitura foi mais intensa, acho que por conta de que eu precisava ouvir mais agora, as mensagens/lições que o livro traz. Mas em suma, o livro traz uma linguagem simples, envolvente e bem criativa para falar de Deus e seus ensinamentos. De certa forma, é também um convite para avaliarmos o nosso relacionamento e
proximidade com Deus e para nos questionarmos acerca da nossa missão de
vida.
Texto e foto: Analítica
O homem mais rico da Babilônia (George S. Clason)
“Era uma vez, na antiga Babilônia, um homem muito rico chamado Arkad. Conhecido em toda parte devido à sua imensa riqueza, tornara-se igualm...
-
O terno escuro leva um broxe com o brasão peruano. Cabelos grisalhos, dono de uma voz grave e impostada. Sobre uma cadeira atrás de ...
-
No dia 22 de fevereiro, São Desidério, localizado no oeste da Bahia, comemorou 57 anos de Emancipação Política. Confira alguns registros ...
-
“Era uma vez, na antiga Babilônia, um homem muito rico chamado Arkad. Conhecido em toda parte devido à sua imensa riqueza, tornara-se igualm...








