domingo, fevereiro 20, 2022

Samarcanda (Amin Maalouf)

 



Uma viagem pelo Oriente Médio, um manuscrito, um poeta, suas histórias e o tempo, um misto entre lendas e realidade.

‘Samarcanda’, obra de 1988 do autor franco-libanês Amin Maalouf, conhecido por construir pontes entre o Oriente e o Ocidente, apresenta uma trama em torno de um manuscrito, desde sua origem. 

O romance tem por personagem central, Omar Khayyam (poeta, matemático, astrônomo e filósofo), e a história tem como cenário, a Pérsia do século XI. “Sarcamanda, a mais bela face que a Terra já mostrou ao Sol”.

A narrativa traz uma composição poética dividida em quatro livros: Poetas e amantes, O paraíso dos assassinos, O fim do milênio e Um poeta no mar.    

O leitor vai acompanhando a saga desse manuscrito até seu possível extravio durante o naufrágio do Titanic, em 1912. “Depois de Samarcanda, aonde ir? Para mim era o extremo fim do Oriente, o lugar de todas as maravilhas e de uma insondável nostalgia”, p. 314.

*Fundada em VII a. C., Samarcanda foi ponto de encontro de distintos povos e culturas.

Por Analítica

sexta-feira, janeiro 28, 2022

Pesado (Kiese Laymon)

 

"As cicatrizes não intencionais, aquelas acumuladas em batalhas vencidas, muitas vezes machucam mais do que as batalhas perdidas".

Em Pesado, conhecemos as cicatrizes do próprio autor- personagem, Kiese Laymon, desde sua infância, na cidade de Jackson, Mississippi, a adolescência, juventude, até se tornar um professor universitário da Faculdade de Vassar, Nova York, e sua narrativa marcada por quem viveu de perto o racismo.  

Desde sempre rodeado de preconceitos por ser negro e gordo, Kiese também vivenciou o abandono parental por parte do pai e partilhava uma relação bem conflituosa com a mãe, a quem trata na narrativa de 'você'. Nesse cenário carregado de preconceitos, por vezes ele encontra refúgio na figura carinhosa da avó materna.

A história de Kiese se confunde com a de milhares de norte americanos que lidam com a mesma situação há gerações. A resposta de Kie a esse racismo se configura em traumas, vícios, compulsão alimentar até ganhar forma e acentuar o título sugerido pela obra. É um livro de memórias com relatos intensos.

"Mas, independente do que eu via na frente do espelho, eu ainda enxergava aquele menino negro de quase cento e quarenta e cinco quilos residente de Jackson, Mississipi. Quando eu me tocava ou analisava minha perda de peso ou minha porcentagem de gordura, eu sabia que tinha criado um corpo. E sabia que tinha feito um corpo desaparecer", pg. 211.

Publicado em 2018, Pesado, é a primeira obra do ano sugerida pela TAG Curadoria, indicada pela curadora Alice Walker, uma das escritoras mais destacadas da atualidade.

Por Analítica

segunda-feira, janeiro 03, 2022

Primeira leitura de 2022



O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não tem.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Poema 'Autopsicografia' de Fernando Pessoa, extraído do livro Mensagens. 

'Mensagens', obra que reúne poesias de Fernando Pessoa, foi a escolhida como a primeira leitura de 2022 do Analítica. 


Por Analítica

quarta-feira, dezembro 29, 2021

Retrospectiva literária 2021



Chegamos ao final de 2021 e o blog Analítica registra neste post, as 22 leituras realizadas neste ano. Entre elas, destacam-se os títulos sugeridos pela Tag Livros Experiências Literárias, na modalidade Curadoria e Inéditos, além de outros livros que já estavam na lista de leituras deste blog ou sugestões de amigos. São eles:

Eu morreria por ti (F. Scott Fitzgerald) 
A mulher ruiva (Orhan Pamuk)
Sula (Toni Morrison) 
O tatuador de Auschiwitz (Heather Morris)
O céu da meia-noite  (Lily Brooks-Dalton) 
Herdeiras do mar (Mary Lynn Bracht)
Nocaute - Como contar histórias no disputado ringue das redes sociais (Gary Vaynerchuk)
O ateneu (Raul Pompéia)
Nêmesis (Philip Roth)
Frida Kahlo e as cores da vida (Caroline Bernard)
O pássaro secreto (Marília Arnauld)
Espelho partido (Mercè Rodoreda)
O olho mais azul (Toni Morrison) 
O mapeador de ausências (Mia Couto)
Sonhos em tempos de guerra (Ngugi wa Thion'o)
Laços de família (Clarice Lispector)
A trégua (Mário Benedetti)
Aprender a falar com as plantas (Marta Orriols)
Olhos D'água (Conceição Evaristo)
Clara da luz do mar (Edwidge Danticat)
Quarto de despejo - Diário de uma favelada (Carolina Maria de Jesus)
Nada para ver aqui (Kevin Wilson)



Que em 2022 não falte oportunidades para ler bons livros e que a leitura seja escolhida por muitos como um hábito saudável e de entretenimento. Feliz Ano Novo e Boas Leituras!

Por Analítica 

segunda-feira, dezembro 27, 2021

Nada para ver aqui (Kevin Wilson)

 


"Eu ia finalmente, depois de vinte e oito anos, experimentar coisas do jeito que eram planejadas para ser. Chega de imitações", p. 45. 

'Nada para ver aqui', de Kevin Wilson, reflete sobre o abandono parental de duas crianças, os gêmeos Bessie e Roland, que passam a ser cuidados pela babá Lilian, a personagem principal deste enredo, que aos 28 anos recebe uma proposta que mais parece ser o trabalho de seus sonhos, ofertada por Madison, uma grande amiga da infância, e que há muito não mantinham contato por tomarem caminhos diferentes. 

Madison agora é casada com o senador Roberts, pai dos gêmeos, e sem nada a perder, Lilian aceita o emprego, que lhe parece promissor. Além do desafio de aprender a lidar com uma doença nada comum dos gêmeos, ela nem imaginava que o trabalho irá lhe permitir criar fortes laços com as crianças.

"No final da primavera de 1995, poucas semanas depois que fiz vinte e oito anos, recebi uma carta da minha amiga Madison Roberts", p. 07. 

A obra foi a leitura escolhida para encerramento do ano da Tag Livros Experiências Literárias, sugerida pela curadora Clarice Falcão e marca a 22ª leitura de 2021 do Analítica. 

"Era um sentimento tão estranho, odiar alguém e ainda assim amá-la ao mesmo tempo".


Por Analítica

Dica de passeio: Morro do Pai Inácio e Ribeirão do Meio, Chapada Diamantina - BA

 


A aproximados 26 km partindo da cidade de Lençóis-BA, está o Morro do Pai Inácio, um dos principais atrativos turísticos da Chapada Diamantina. Situado às margens da Br 242, o acesso ao morro tem início ainda na rodovia. O visitante pode percorrer de carro o pequeno trajeto até um ponto de apoio, onde é cobrada uma taxa no valor de R$12 por pessoa.  A partir desse ponto tem início uma trilha de cerca de 500 metros de subida até o topo do morro. 




A trilha é bem sinalizada e em alguns trechos apresenta escadas para a segurança do visitante. Durante a subida o visitante pode contemplando a linda paisagem. Do alto do imponente morro é possível também contemplar a vista dos morros do Camelo e Três Irmãos. O tempinho frio complementa o cenário e o formato das rochas desenhadas pela água dá o tom da paisagem. Próximo ao cruzeiro, onde também se encontram as rochas consideradas mais altas do morro, é a locação preferida para os visitantes eternizarem o momento em instantes fotográficos. A visitação pode ser realizada das 08 H até as 17 horas e     















RIBEIRÃO DO MEIO

Bem perto do centro de Lençóis, a aproximadamente 04 km está localizado o Ribeirão do meio. Uma alternativa tranquila de passeio para quem quer relaxar. O percurso é de aproximadamente 40 minutos de caminhada, onde o visitante chega a um local que reúne várias piscinas naturais e tomar banhos relaxantes e até mesmo uma cachoeira onde é possível escorregar.







CENTRO DE LENÇÓIS 







Por Analítica



quarta-feira, dezembro 22, 2021

Um novo ciclo



"(...) fiz a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores" Cora Coralina. Iniciar um novo ciclo, e vai ser muito bom! Deus no comando sempre!!


Gratidão a Deus pela vida, minha família, meu esposo, amigos, pelas oportunidades de fazer as leituras que gosto, ter minhas plantinhas para cuidar, do meu cantinho que tanto gosto, das caminhadas, dos pedais, das corridas e os treinos de volêi de cada dia, de poder acordar com saúde para trabalhar, das coisas simples e da felicidade que posso encontrar 'em cada horinha de descuido' como diz o poeta. Nada a pedir, só agradecer! 




Por Analítica

Storytelling (Carmine Gallo)

  "O storytelling não é algo que nós fazemos. O storytelling é o que somos". Concluída a leitura de 'Storytelling', de Car...