quarta-feira, fevereiro 03, 2021

Dica de passeio: Um dia na Fazenda 3B



A Fazenda 3B foi o destino escolhido para o passeio do Analítica no dia 08 de outubro de 2020.  Distante 72 km de Barreiras e 27 km do distrito de Sítio Grande, o ponto de partida foi a sede de São Desidério. Seguindo pela BA 463, sentido Brasília, o acesso à fazenda fica em uma entrada à direita da pista na mesma estrada de chão de acesso à sede da Acampoeste,  situada no povoado de Perdizes. O percurso até a chegada à Fazenda 3B é sinalizado.










Às margens do Rio das Fêmeas, o local dispõe de um amplo espaço de lazer e de contato com a natureza além de oferecer estrutura bem aconchegante com piscina, área coberta e acesso a wi-fi. Uma cozinha com churrasqueira possibilita ao visitante o preparo da alimentação. É também permitido levar bebidas que podem ser armazenadas nos freezers disponíveis. 








A fazenda oferece quartos para pernoite e o espaço também é alugado para eventos. As reservas podem ser realizadas pelo contato (77) 99820-2297, da proprietária dona Nita. 

Por Analítica






 

Um passeio às margens do Rio dos Angicos, São Desidério - BA


No dia 23 de setembro de 2020 um grupo de oito amigos decidiu pegar a estrada e passar o dia em um lugar diferente. O destino escolhido foi uma chácara às margens do Rio dos Angicos. Divididos em dois veículos e partindo da sede do município de São Desidério, o grupo percorreu 110 quilômetros pela Br 135 sentido Correntina, e cerca de 5 quilômetros antes da localidade de Inhaúmas, entraram em um acesso à esquerda da pista, percorrendo mais 14 km aproximadamente, por uma estrada de chão até chegarem à propriedade de dona Domingas, um dos atrativos disponíveis no Rio dos Angicos. 





Na época, a estrutura do local ainda estava em fase de organização. Era cobrada
uma taxa por pessoa para  reservar o espaço que recebe somente um grupo de visitantes por dia ou também para acampar. A estrutura oferece um bar que aos fins de semana serve porções, mas é necessário levar alimentação. 



Um ambiente tranquilo e 
sem acesso a internet, o que de certa forma contribui para o total contato com a natureza. O turista pode se refrescar nas águas cristalinas, ouvir o canto dos pássaros enquanto contempla uma paisagem exuberante. 




As reservas podem ser feitas por meio do contato (077) 99924-2666, da proprietária dona Domingas.

 Por Analítica
























 

terça-feira, janeiro 26, 2021

17º Encontro da Tag Curadoria Barreiras - Discussão da obra de dezembro 2020 (Moisés Negro de Alain Mabanckou)



Realizado na noite de 26 de janeiro, em formato virtual, a 17ª edição do Encontro de Leitores da Tag Curadoria Barreiras discutiu a obra Moisés Negro, do autor 
Alain Mabanckou, livro indicado pela Tag Livros Experiências Literárias em dezembro de 2020. As 
ponderações foram feitas pelos taggers participantes, obedecendo a um roteiro de leitura. O encontro marca o primeiro de 2021.

Alain Mabanckou, é um dos autores mais renomados da contemporaneidade, e 'Moisés negro' é um romance de ficção congolesa que aborda uma trajetória histórica com início na década de 1970, quando o personagem central, Moisés, é abandonado na porta de um orfanato, pouco depois de nascer. A história tem por cenário Loango, na República do Congo. Narrada em primeira pessoa pelo próprio Moisés, a história se configura em um relato da 'memória adulta de uma experiência juvenil'.

A obra é dividida em duas fases. Na primeira, destaca desde a chegada ao orfanato, onde ele é batizado por um padre a quem chama de Papai Moupelo. "Tudo começou nessa época em que, adolescente, eu me perguntava a respeito do sobrenome que Papai Moupelo, o padre do orfanato de Loango, tinha me dado: Tokumisa Nzambe po Mose yamoyindo abotami naboka ya Bakoko. Esse longo sobrenome significa, em lingala, 'Demos graças a Deus, o Moisés negro nasceu na terra dos ancestrais', página 09.  

Para defender seu melhor amigo Bonaventure Kokolo, Moisés coloca pimenta na comida de dois internos, e a partir de então recebe o apelido de 'Pimentinha'. "...naquela noite em que me levantei na ponta dos pés para ir até o bloco seis, onde espalhei essa pimenta em pó na comida que esses gêmeos glutões guardavam  debaixo das beliches e comiam por volta da meia noite ou uma da manhã", página 61.

A princípio, de origem religiosa, o orfanato ganha tônus estatal após a independência do país.O padre e a faxineira Sabine Niangui, são as pessoas por quem Moisés desenvolve uma relação de maior afeto dentro do orfanato, e que por reflexos das influências políticas do país, posteriormente os dois simplesmente somem da instituição, episódios que fazem Moisés sofrer. A situação se agrava ainda mais com a chegada do novo diretor Dieudonné Ngoulmoumako e sua administração de ditador, quando o país adota o regime Socialista.

A segunda fase caracteriza-se pela fuga de Moisés e seus companheiros para a cidade de Point-Noire. Agora vivendo na rua como ladrões, em contato com prostitutas e sempre fugindo da figura do Prefeito François Makélé, eles conhecem outra realidade totalmente diferente do  orfanato. "Chega um dia em que nos olhamos no espelho, não há para onde ir, porque estamos em um beco sem saída. E depois damos o próximo passo, oferecemos nosso corpo com um sorriso vendedor a alguém que está passando na rua, porque é preciso atrair como em todo comércio", disse para Moisés a dona do bordel.

Desde cedo Moisés aprendeu a se conformar com a ausência da família e com o fracasso. Agora na vida adulta, ele sente os reflexos de uma vida marcada por muitos momentos de tragédias, perdas, exclusão, alcoolismo que contribuíram  para que ele convivesse com problemas psicológicos. Algumas vezes ele ainda tenta reconstruir sua vida e seguir com esperança confiante nas mudanças. "Não, eu não queria mais olhar para trás. Assumia então meu egoísmo e vivia minha liberdade de cachorro vadio em uma cidade que parecia esmagar tudo. Mas eu tinha que sobreviver, e faria de tudo para isso, pois, depois de três anos dedicado a entender os segredos dessa aglomeração labiríntica, descobri sozinho os lugares mais populares". 

A narrativa finaliza com Moisés aos 40 anos fadado à loucura e à prisão, talvez como uma alternativa que o autor utiliza pela punição do personagem por seus atos. Também percebe-se através do discurso do protagonista na prisão, que ele retorna ao início da narrativa e faz alusão ao orfanato e ao melhor amigo Kokolo, como se pode ver nesse trecho da página 213. "A lembrança do orfanato de Loango atravessou  meus pensamentos e achei por um instante que esses dois guardas eram Vieux Koukouba e Petit Vimba".

É uma história triste, um assunto comum que é a realidade de muitos meninos e meninas que sofrem desde cedo o abandono parental e que muitas vezes não conseguem superar os desafios e vencer. Mas a forma como a narrativa foi se encaminhando e na segunda parte do livro onde tudo vai se encaixando, já se podia imaginar esse final. 

"Ele se chama Ndeko Nayoyakala e tem uns quarenta anos como eu.  (...) Ele também tem problemas no cérebro, e assim que me devolveu meu manuscrito, eu o agarrei e descobri que ele não deixara de corrigir em vermelho um errinho aqui, um anacronismo ali. Discutimos por causa de uma vírgula de nada que ele achava estar no lugar errado e que eu queria deixar como estava", página 219.

Quanto ao projeto gráfico, a capa do livro chama a atenção pela ilustração que é bem sugestiva e casa com o apelido dado ao personagem principal 'Pimentinha'. A escrita em si do autor é interessante, a leitura não é densa e o assunto abordado no livro dá margem para outras leituras complementares, a exemplo das obras: Capitães de areia, de Jorge Amado e O Ateneu, de Raul Pompéia, que entram para a lista de leitura do Analítica.



 Por Analítica


terça-feira, janeiro 12, 2021

Primeira leitura do ano



Título: Eu morreria por ti e outras histórias
Autor: F. Scott Fitzgerald
Gênero: Literatura Americana
Editora: Antofágica
159 páginas

É uma edição feita exclusivamente para associados da Tag Experiências Literárias e veio como mimo da caixinha de dezembro de 2020.

É o primeiro contato do Analítica com a escrita de F. Scott Fitzgerald.

O livro é dividido em três contos: o primeiro, 'A promissória', o segundo, 'Fazer o quê' e o terceiro, que dá nome ao título da obra 'Eu morreria por ti'.

Contos, geralmente por abordarem uma narrativa curta, são fáceis e rápidos de ler, e por isso costumam prender a atenção do leitor. E com F. Scott Fitzgerald não poderia ser diferente, a leitura foi rápida e agradável. 

Em cada capítulos o autor traz fatos simples do cotidiano e constrói em torno de cada um, uma narrativa inesperada e carregada em descrições na forma de detalhar os lugares e as personagens, algumas vezes, com doses de humor. Gostei dessa parte!

Destaco o primeiro conto, 'A promissória'. "Tenho aqui esta promissória no valor de três dólares e oitenta centavos que ele perdeu para mim no pôquer fechado e quero meu dinheiro!", página 48.

Fitzgerald traz uma história comum, com detalhes e uma pitada de humor. No final, faz um arremate recorrendo à narrativa do início do conto e à ideia central que norteou o discurso do personagem principal ao longo da narrativa. 

"Sou editor. Publico tudo o que é livro. Estou em busca de um que vá vender quinhentos mil exemplares. (...) Se possível, prefiro algo escrito por um materialista fervoroso, sobre algum cavalheiro rico ou uma apache misteriosa...ou algo sobre amor. Amor é garantido - só quem é vivo ama", página 49.

Por Analítica

 

quinta-feira, janeiro 07, 2021

Parabéns Leitor pelo seu dia!


"O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria", Mário Quintana.

Nesse dia dedicado ao Leitor, 07 de janeiro, o Analítica traz algumas obras selecionadas para as leituras deste ano de 2021 . Algumas foram presentes e outras adquiridas. São apenas algumas, ainda restam os títulos indicados pela Tag Experiências Literárias, da qual o Analítica é associado. Boas leituras!

Analítica

quarta-feira, dezembro 30, 2020

Retrospectiva literária 2020

 


E 2020 chega ao final após ter cumprido a meta literária estabelecida no início do ano, de realizar pelo menos duas leituras por mês. O Analítica registra neste post as 25 leituras realizadas:
Janeiro: Cem anos de solidão (Gabriel Garcia Marquez) e Adeus, Gana (Taiye Selasi);
Fevereiro: A Bibliotecária de Auschwitz (Antonio G. Iturbe) e Felicidade clandestina (Clarice Lispector);
Março: O segredo de Frida Kahlo (F. G. Haghenbeck) e Estação Atocha (Ben Lerner);
Abril: Um homem bom é difícil de encontrar (Flannery O'Connor) e Perto do coração selvagem (Clarice Lispector);
Maio: Ponto cardeal (Léonor de Récondo) e A hora da estrela (Clarice Lispector);
Junho: A terceira vida de Grange Copeland (Alice Walker) e Todos os nossos ontens (Natalia Ginzburg);
Julho: Sul da fronteira, oeste do sol (Haruki Murakami) e Os últimos sete meses de Anne Frank (Willy Lindwer);
Agosto: A cabana e A travessia do mesmo autor (Willian P. Young) e Afirma Pereira (Antonio Tabucchi);
Setembro: O menino do pijama listrado (John Boyne/Oliver Jeffers) e A síndrome de Aquiles (Mário Rosa);
Outubro: A culpa é das estrelas (John Green) e Tudo de bom vai acontecer (Sefi Atta);
Novembro: Minha vida de rata (Joyce Carol Oates) e O dia em que a poesia derrubou um ditador (Antonio Skármeta);
Dezembro: Alegrias da maternidade (Buchi Emecheta) e Moisés negro (Alain Mabanckou);

Tag Livros Experiências Literárias


Doze dos livros lidos são indicações da Tag Livros Experiências Literárias de 2020 na modalidade Curadoria, a qual o Analítica é associado desde o início do ano e um da edição de 2017. Trata-se de um clube de assinatura de livros que entrega em casa, mensalmente, uma caixinha com experiências literárias exclusivas para mais de mais de 60 mil assinantes em todo o país. 

Para mim tem sido uma experiência fantástica porque tem ajudado a intensificar, diversificar e dinamizar minhas leituras, além de poder participar e interagir em um grupo de leitores Tag Curadoria Barreiras, ao qual se reúne uma vez por mês para discutir as obras indicadas .  Que venha 2021 com mais experiências literárias!

Por Analítica





terça-feira, dezembro 29, 2020

Ler, plantar, cozinhar, pedalar

 

Nas horas que se tornam vazias
E o tempo parece não passar,
São como entretenimento, 
E fazem a cabeça parar de preocupar


Os melhores passa-tempos 
Tornaram-se hábitos do dia-a-dia
Coisas simples de se fazer
Sem qualquer compromisso, terapia


Ler o que se propõe, intensificar a leitura
Colocar no lugar dos personagens mais marcantes
Do tempo, lugares das histórias dos livros que li
E cristalizar na memória os que foi mais emocionante


Plantar, cuidar das plantas de casa, 
Dar mais atenção, cultivar mais flores
Elas enfeitam meu jardim
Dou-lhe nomes e elas dão mais vida, e mais cores


Cozinhar, testar novas receitas
Inventar, como se a receita fosse minha
Tentar, errar, criar, acertar o gosto
Experimentar novos sabores e divertir na cozinha



Pedalar, sair por aí, 
Sentir o vento bater no rosto, 
Contemplar lindas paisagens
E voltar satisfeita e feliz, sem nenhum desgosto

Enquanto tudo é registrado
E para que disso tudo lembraria
Que horas ruins também passam
E que tudo se ajeita um dia


Enquanto isso continuo a ler, plantar, cozinhar, pedalar 
Pois é preciso permitir, viver novos hábitos, 
Não preocupar tanto, pois tudo tem seu tempo
E a mudança vem de dentro

 

Por Analítica


O homem mais rico da Babilônia (George S. Clason)

“Era uma vez, na antiga Babilônia, um homem muito rico chamado Arkad. Conhecido em toda parte devido à sua imensa riqueza, tornara-se igualm...