segunda-feira, julho 25, 2011

Tributo à Amy Winehouse



A ocasião era a da Aula da Saudade da Turma 2009.2 de Jornalismo e Publicidade ocorrida em dezembro daquele ano. A fantasia de Amy Winehouse foi uma produção de Bruna e Beth Pires com direito a tatuagens e bebidas, e isso foi suficiente. Para além da música que fazia, drogas e escândalos marcaram a vida da cantora, muito embora não tenha precisado dessas duas qualidades para encarnar a personagem. Apenas uma pequena performance do refrão de Rehab. “They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'”.

terça-feira, julho 12, 2011

Romaria na capital baiana da fé




















Eram 10 horas da manhã de sexta-feira 08 de julho, quando romeiros partiram de São Desidério para a 34ª Romaria da Terra em Bom Jesus da Lapa. O microônibus lotado era só mais um dos três transportes destinados para a viagem. Na estrada algumas paradas necessárias para refrescar o calor e o tempo seco que intensificavam a cada vez que aproximava o fim do percurso. Muita música e animação marcaram o trajeto de cerca de 355 km quando pouco mais de 16 horas os fiéis chegaram à capital baiana da fé. Ao mesmo tempo, ônibus desembarcavam outras caravanas. Na Romaria da Terra é assim, pessoas se deslocam de várias regiões da Bahia, de outros estados e até mesmo de outros países para participarem desta que se tornou um dos maiores eventos religiosos do país.


Enquanto pedestres, carroças, motos, bicicletas e outros transportes disputam espaço entre as vielas próximas ao Santuário de Bom Jesus da Lapa, o comércio se fortalece pela venda de artigos religiosos. Aos gritos, vendedores ambulantes tentam ganhar o sustento. O colorido das fitas, uma das marcas do romeiro se mistura ao dos chapéus, símbolo característico do município representado na figura de orelhões espalhados por toda a cidade. Vale de tudo para chamar a atenção do freguês, até mesmo expor animais para fotografias. Hotéis e pousadas em grande número, assim como residências disponíveis para alugar encontram-se lotados a esta época do ano.

A cruz, o principal sinal da romaria lidera os grupos que caminham entre as ruas, e vão rezando e cantando “Romaria da Terra faz o povo reunir....”, e sempre se encontram na grande esplanada do santuário que é um dos mais antigos do Brasil. Entre plenários, procissões, ofício de Nossa Senhora, missas e celebrações o romeiro vai se encontrando na programação que começa desde às 05h30. Este ano as discussões tiveram como foco o tema central “Mudar o sistema, não o clima”. Mas o romeiro também teve espaço para se divertir, seja na noite cultural regada a muito forró ou no aconchego da pracinha principal.

A subida ao morro é o ponto alto da romaria. Por alguns instantes os devotos adentram por uma fenda na rocha e só depois de alguns minutos saem já próximo ao topo do morro, onde está cravada uma cruz. Lá aproveitam para pagar promessas pelas graças alcançadas, fazer pedidos ou simplesmente apreciarem uma vista belíssima do Rio São Francisco e da cidade.

Um pouco de história – Localizada a 796 km da capital Salvador, Bom Jesus da Lapa é banhado pelo Rio São Francisco. Conta a história que há mais de 300 anos Francisco de Mendonça Mar abdicando de sua riqueza tomou a imagem de um crucifixo e iniciou uma peregrinação pelo sertão baiano. Após meses de caminhada deparou-se com um morro e adentrando ao local descobriu uma gruta, cravando aí o crucifixo. Em 1705 foi ordenado padre em Salvador recebendo o nome de Francisco da Soledade. Retornou a Bom Jesus e lá residiu até falecer em 1722. Devoto de Bom Jesus e de Nossa Senhora da Soledade, os dois salões maiores no interior da gruta se tornaram igrejas e receberam esses nomes respectivamente. Foi Francisco da Soledade quem construiu a torre do santuário e outros detalhes também foram adicionados pela mão do homem ao longo dos anos, a exemplo de pisos e altares. Uma imagem de Francisco da Soledade está localizada em frente à entrada da gruta. A cada ano a romaria que acontece no mês de julho, ganha milhares de adeptos, bem como no dia 06 de agosto, que é a data oficial destinada aos festejos de Bom Jesus da Lapa.

terça-feira, junho 14, 2011

Jogo clássico entra para a história de São Desidério

O amistoso entre a Seleção Brasileira de Masters e a Seleção Saodesiderense de Masters direto do Estádio Ocival Rodrigues de Souza em São Desidério, reinaugurado na noite de 12 de junho é um marco na história de São Desidério. Apesar do placar marcar 6X0 a favor da Seleção Brasileira, isso foi apenas um detalhe. Bom mesmo foi ver de perto as jogadas de veteranos do futebol, jogadores consagrados em times do país e do exterior, além de atuarem na Seleção Brasileira.

“É sempre muito bom participar de festas assim e ver que as pessoas admiram e vem em paz prestigiar o nosso trabalho”, declarou o jogador Viola. “Para nós é sempre gratificante, é um jogo festivo que temos o prazer de participar e saber que aqui existem muitas crianças e jovens que se inspiram no trabalho que fizemos um dia e que continuamos desempenhando por meio desse projeto”, afirmou o técnico Ricardo Rocha.

Escalação da Seleção Brasileira de Masters: Ricardo Rocha (técnico), Vagner (goleiro), Alex Pinho, Gonçalves, Alexandre Torres, Valber, Lira, Ademir Chagas (Bigu), Junior Baiano, Viola, Leandro Ávila, Donizete, Agnaldo, Sorato, Pimentel, Alemão e Maurício.

Foto: Jackeline Bispo

quarta-feira, maio 25, 2011

O resgate do santo São Desidério

Pouco conhecido no Brasil, São Desidério, o santo, foi um bispo que viveu na França por volta do ano 607 D.C. A história registra que ele foi decapitado em 23 de maio por professar sua fé católica em Jesus Cristo. A partir de então esse passou a ser o dia destinado a homenagear o santo.

São Desidério, o município, não recebeu este nome em homenagem ao santo europeu. Tão pouco é o padroeiro da cidade, posto ocupado por Nossa Senhora Aparecida. A semelhança foi mera coincidência. Contam os mais velhos que um dos primeiros moradores do ainda povoado foi o fazendeiro Desidério José de Souza. Por ser dono de muitas terras e bastante popular na região, virou referência. As pessoas chamavam o local de fazenda de "seu Desidério". Com o tempo, o nome passou para São Desidério, emancipado em 22 de fevereiro de 1962.

Ainda assim a relação entre o santo e o nome da cidade permaneceu instigando a curiosidade de muita gente, como Terezinha Brandolis que chegou ao município em 1992. Segundo ela, por volta de 1993, foi mandado construir uma imagem de São Desidério que, carregada em procissão, foi levada até a Igreja Matriz. Porém, o santo ficou pouco tempo no local e logo foi enviado para um artesão em Barreiras para reforma.


Procissão com o santo em 23 de maio de 2009

Seis anos se passaram e a imagem não retornou ao município desencadeando um mistério. O santo sumiu. Certo dia dona Terezinha se deparou com a imagem aos fundos da loja de um grande empresário de Barreiras, que o mantinha como enfeite. Era coisa do destino, e por que não dizer uma forcinha do próprio santo? A imagem retornou ao município de origem e permaneceu sob os cuidados de Terezinha até que, em 23 de maio de 2009, a pedido da comunidade, foi levada em procissão para o Centro de Convivência dos Idosos, local escolhido pelo vigário. De lá o santo só sairá para a igreja nova – em construção, onde ocupará um lugar próprio.

quarta-feira, maio 04, 2011

Peregrinação à Santa Cruz

A peregrinação ao morro da Santa Cruz é realizada no dia 03 de maio em Riacho Grande, distante 8 km da sede São Desidério. Há cerca de 100 anos, foi cravada uma cruz de madeira de aproximadamente cinco metros de altura no morro de Santa Cruz, a cerca de 3 km da localidade, pelos precursores Júlio Xavier do Bonfim, Pompílio da Silva Batista e Justino. Hoje centenas de fiéis fazem o percurso de 110 degraus até o topo do morro para pagarem promessas e fazer pedidos. A estrutura da cruz é a mesma, mantida pelos moradores que levam flores, velas e água ao som de foguetes e muita reza.







segunda-feira, abril 18, 2011

Roxette na veia

Foto: divulgação

Por acaso em julho de 2002 ouvi Roxette pela primeira vez. As músicas marcaram uma viagem a capital Salvador e o meu primeiro contato com o mar. Pronto. Foi paixão a primeira vista. Jamais devolvi aquele CD emprestado que tantas vezes ouvi até não mais prestar. Daí por diante as músicas passaram a embalar vários momentos de minha vida. Certa vez me emprestaram outro CD de Roxette que não tive a felicidade de ouvi-lo a tempo de o ver quebrado à minha frente. Mas adianto que não fui eu quem o quebrou. Invadiram o direito de eu ouvir primeiro. Mesmo quebrado o guardo até hoje como lembrança.

A banda sueca Roxette que já vendeu mais de 75 milhões de álbuns pelo mundo agora volta ao Brasil pela quarta vez. Como uma convicta fã da banda, posso dizer que Roxette está na minha veia, não poderia deixar de discorrer algumas linhas sobre o assunto. A vocalista Marie Fredriksson e o guitarrista Per Gessle retornaram ao trabalho em 2010 após Marie se recuperar de um tumor maligno no cérebro. Os médicos chegaram a afirmar que ela só teria 20% de chance de sobreviver. A turner “Charm school” começou na terça-feira 12 em Porto Alegre, na quinta 14 em São Paulo. No sábado 16 o show foi no Rio de Janeiro, no domingo 17 em Belo Horizonte e na terça 19 novamente em São Paulo.

Morando no oeste da Bahia e bem distante dos locais de show de Roxette me sinto mal e muito deprimida. Resta ouvir as melodias e me conformar. Não poderia deixar de perder a oportunidade de não concordar com a forma como foi divulgada a notícia do show do Roxette em São Paulo, pelo site do Yahoo. A matéria simplesmente acabou com o Roxette. Ao contrário do que foi noticiado pela jornalista que certamente não deve entender muito sobre a banda, Roxette não tem nada de nostálgico. E muito embora a Marie não consiga alcançar as notas mais altas das músicas mais conhecidas, sua voz será sempre inconfundível e ímpar. Como outras bandas que tiveram seu auge nas décadas de 1980 e 1990 Roxette continua sendo correspondida pelo público que ainda se arrepia com os sucessos mais conhecidos como “It must have been Love”, “Almost real”, “Listen to your heart”, “Dressed for success”, “Sleeping in my car”, “How do you do”, “Spending my time”, “Fading like a flower”, “Dangerous”, “Joyride”, “Milk, toast and honey” e tantos outros.

O Eucalipto de Abelardo

Foto: Angenor Vieira de Souza

Na manhã de sábado 09 de abril, uma grande surpresa. Um dos últimos eucaliptos plantados pelo primeiro prefeito Abelardo Alencar estava ao chão. Mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. A árvore estava inclinada para a pista oferecendo certo perigo ao tráfego. A postagem abaixo foi publicada em homenagem a este eucalipto no dia da árvore em 21 de setembro do ano passado.

Entre o asfalto e um morro,
Uma referência na Avenida JK
Depois do cemitério lá está
O Eucalipto de Abelardo Alencar

Quando seu mandato iniciou
O primeiro prefeito Abelardo Alencar
Uma fileira de eucaliptos
Na entrada da cidade plantou
E a arborização da cidade começou

Quase cinquenta anos depois
O cenário é comum na rotina de muita gente
Que passa prá lá e pra cá
Todos sabem que assim como seus companheiros
Um dia naquele lugar
O Eucalipto não mais estará

Debaixo desse Eucalipto de histórias
Um fato triste certa noite aconteceu por lá
O episódio de um triplo homicídio
Que sua copa foi testemunha ocular
Referência como parada de ônibus
Oferece sua sombra como descanso
Por quem passa pra lá e pra cá

Apesar de ser uma árvore
Com tempo curto de existência
Ainda pulsa vida
Imponente,
Quase cinquentenária
Imensa

Despendido para um lado
Hoje divide espaço
Com a geração de ficos e nims
Espalhados por toda a cidade
Nesse 21 de setembro
À árvore dedicado

Storytelling (Carmine Gallo)

  "O storytelling não é algo que nós fazemos. O storytelling é o que somos". Concluída a leitura de 'Storytelling', de Car...