quarta-feira, julho 25, 2012

O retorno de Mauro Figueroa a São Desidério



O terno escuro leva um broxe com o brasão peruano. Cabelos grisalhos, dono de uma voz grave e impostada. Sobre uma cadeira atrás de um pedestal, Dr. Mauro Figueroa, considerado o menor advogado do mundo não chama atenção apenas pela estatura de 75 centímetros, ele prende a atenção dos ao ministrar sua palestra motivacional sobre perseverança e força de vontade, e relatos de sua história de vida marcada por perseguição e preconceito.

“Nasci apenas com a cabeça e o tronco. Queriam me matar. Graças ao amor de minha mãe que me protegeu sobrevivi. Não tenho mãos, nem dedos, nem pernas e não fiquei chorando pelos cantos me lamentando. Sempre quis fazer tudo o que as pessoas que não são deficientes fazem. E consegui porque eu quis e por isso me considero um vencedor”.

Promovido pelo governo Peruano, desde os 18 anos ele viaja por diversos países levando uma mensagem de otimismo e coragem. Há cerca de 40 anos ele esteve em São Desidério, muita gente se lembra. “Eu me lembro. Um caminhão parou em frente à biblioteca. Muita gente se reuniu para ver. Ele chamou algumas crianças e fez algumas perguntas”, disse Sizaltina Dourado, moradora do município. “Ele chamou uma vizinha nossa e pediu para ela colocar a linha em uma agulha. Só que ele sem as mãos conseguiu fazer isso primeiro”, falou Irany Santana.



Agora Dr. Mauro Figueroa, retorna a São Desidério para realizar palestras em escolas. Como professor e conferencista internacional, ele é bacharel em direito e ciências pedagógicas formado no Peru sua terra natal. Com o título de “Embaixador da força de vontade”, ele domina três idiomas, português, castelhano e inglês, toca os instrumentos musicais gaita, piano, violão saxofone e flauta e é autor de diversos livros, que abordam temas relacionados ao direito que todos têm à vida e de se autodeterminar livres de qualquer possibilidade de serem vítimas de preconceito.

Ele relembra. “Eu tinha um caminhão e fazia apresentações artísticas em praças públicas. Hoje o meu convênio com o governo peruano é a realização de palestras em escolas, porque eu acredito que a esperança está em cada criança e nos jovens. Por isso precisamos acreditar e ter esperança, querer é poder”, afirmou Figueroa.

Por Ana Lúcia Souza

sexta-feira, julho 20, 2012

Amizade colorida


Ana Lúcia e Marcos, no início apenas amizade


Muitas pessoas perdem tempo tentando achar a pessoa perfeita se na verdade tudo que ela precisa é encontrar alguém com quem tenham suficiente afinidade, alguém que esteja disposto a fazê-la feliz e que sejam antes de tudo Amigos. Com o tempo isso se transforma em amizade colorida.
O problema é que quando chegam nesse ponto, não se enxergam apenas como amigos e para não estragar a amizade, vêem que esse pode ser o melhor momento para um relacionamento amoroso e que não poderia ter tido uma data melhor para o início desse namoro que o dia da amizade, pois foi assim como tudo começou, há cinco anos atrás.


quinta-feira, julho 05, 2012

Loucas por ti Corinthians!





taça da Libertadores é do Corinthians. Por 2 a 0, o timão venceu o Boca Juniors na noite de quarta-feira, 04, no Pacaembu. O atacante Emerson deixou os jogadores do Boca, de boca aberta em uma conquista inédita. Só um time brasileiro havia conseguido - o Santos de Pelé, em 1963. 

quinta-feira, junho 28, 2012

São João dos velhos tempos



Lembro com muita saudade do São João da minha infância. Daquela tarde fria do dia 23 de junho, véspera da data oficial do São João, comemorado em 24, quando as famílias preparavam para acender as fogueiras em frente às casas. Era uma das datas mais aguardadas do ano. As paneladas de canjica que podíamos encontrar em qualquer casa que visitássemos.
A noite de luar, céu estrelado com fogos a iluminar. Lembro-me das típicas bombinhas de salão que comprávamos para estourar, pois minha mãe não deixava que eu e minha irmã soltássemos traques. Minhas primas compravam traque e nós admirávamos isso porque era proibido para nós. Mas sempre nos encontrávamos na casa da vó Si à noite para, ao redor da fogueira, onde a família se reunia para conversar e proferir versos a São João enquanto um a um, realizava o tradicional pular da fogueira. E lá estávamos, eu e minha irmã soltando bombinhas de salão enquanto minhas primas soltavam traques.
O cheiro da fumaça na roupa e no cabelo era inevitável. Mas era uma sensação muito boa, olhar as ruas de antigamente, ainda sem asfalto, e contemplar a fileira de fogueiras em frente às casas. Era raro a casa que não tinha fogueira acesa. Hoje ocorre o inverso. Depois de certo tempo esse costume tornou-se aos pouco esquecido pela população dos centros urbanos que não apresenta mais o mesmo entusiasmo para vivê-la. Sempre quando posso, costumo nessa data recorrer à zona rural onde a tradição ainda predomina.
A imagem que se configura do São João na zona rural é da fogueira sobre o chão batido aconchegando o encontro de famílias. A panela de quentão fica na brasa o tempo todo dividindo espaço como o milho que assa. Enquanto jogam conversa fora deliciam-se com canecos e canecos de canjica e outras iguarias típicas como o pé de moleque, amendoim torrado. O luar é tão bonito e nítido por conta da pouca iluminação e o céu estrelado se enfeita com fogos. E para completar a paisagem um forrozinho pé de serra para animar e espantar o frio.


segunda-feira, maio 21, 2012

Roxette, um show inesquecível


Cerca de um mês e meio antes do show da banda sueca Roxette em Brasília, os ingressos já estavam comprados na pista premium. Aumentava a expectativa e ansiedade a cada dia, assim como os pesadelos. Afinal, essa era a única oportunidade de assistir Roxette ao vivo. Um dos shows mais esperados da minha vida! Na noite de segunda-feira 14 de maio, começava a contagem regressiva para um grupo de seis amigos: Vinicius, Anna Six, Wall, Túlio, Marcos e eu, rumo a capital federal, para um momento ímpar em nossas vidas. Uma ótima estadia na casa do anfitrião tio Adontino, homem super organizado e com dotes culinários. Nunca esquecerei aquele delicioso pavê de banana. Hum!




O show - Enfim, a tão esperada noite de 15 de maio. Às 19 horas estávamos às portas do Ginásio Nilson Nelson, Asa Norte, e um sonho perto de se concretizar. O show estava marcado para as 21h. Nos posicionamos próximos ao palco e dali não saí por nada. Qualquer saída comprometia o lugar adquirido com tanto esforço. De repente, apagaram-se as luzes e uma multidão começou a gritar sinalizando a entrada dos integrantes da banda. Por último eles, os vocalistas Marie Fredriksson e Per Gessle cantando uma das músicas que mais me identifico “Dressed for success”, o que contribuiu para aumentar meu estado de euforia. O repertório seguiu com ‘Sleeping in My Car’, ‘ The Big Love’, ‘Silver Blue’, ‘Stars’, ‘She's Got Nothing on (But The Radio)’, ‘Perfect Day’, ‘Things Will Never Be The Same’, ‘It Must Have Been Love’, ‘It's Possible’, ‘7 twenty 7’, ‘Fading Like a Flower (Every Time You Leave)’, ‘Crash! Boom! Bang!’, ‘How Do You Do!’, ‘Dangerous’, ‘Joyride’, ‘Spending My Time’, ‘The Look’, ‘Listen To Your Heart’ e ‘Church of Your Heart’.


O público foi ao delírio ao relembrar antigos sucessos. De onde estávamos, o espaço era suficiente apenas para respirar, mas mesmo assim ainda conseguia pular e gritar muito. Não é todo dia que se vê artistas prediletos tão próximo. Parecia miragem. Um dos momentos mais inesquecíveis foi marcado quando a Marie começou a cantar ‘It must have been Love” acompanhado pela multidão num mesmo coro. Como ela mesma expressou: “It’s so fantastic!”. Sim, Marie, foi fantástico. Foi inesquecível e durou cerca de duas horas. Contrariando a máxima do que sugere o título de um dos mais destacados singles de Roxette, “Almost real’, o show em Brasília foi mais que real. Ainda mais para mim, que nunca imaginei que um dia tivesse a oportunidade de assistir a apresentação de uma banda que já vendeu mais de 75 milhões de álbuns pelo mundo e voltou ao Brasil pela quinta vez. Há cerca de um ano fizeram uma turnê pelo Brasil, passando por São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, e me lembro que na época fiquei chateada, porque morando no interior da Bahia, e longe das capitais onde os shows foram realizados, o sonho estavam perto e ao mesmo tempo distante de se realizar.


Na saída do show, teve até entrevista para o DFTV. O pedido para interpretar  uma breve capela de “It must have been love” surpreendeu nosso grupo que foi intitulado pelo repórter de “grupo da Bahia”. 

Já tinha ouvido Roxette, mas em 2002 as músicas da banda marcaram minha primeira viagem a capital Salvador e o meu primeiro contato com o mar. Foi paixão a primeira vista. Jamais devolvi aquele cd emprestado que tantas vezes ouvi até não mais prestar. Daí por diante as músicas passaram a embalar vários momentos de minha vida. Certa vez me emprestaram um cd original de Roxette que não tive a felicidade de ouvi-lo a tempo de o ver quebrado à minha frente pela Anna Si e Wall. Mesmo quebrado o guardo até hoje como lembrança.




Como fã da banda, posso dizer que Roxette está na minha veia. Admiro sim a força da vocalista Marie Fredriksson que retornou ao trabalho em 2010 após se recuperar de um tumor maligno no cérebro descoberto em 2002. Os médicos chegaram a afirmar que ela só teria 20% de chance de sobreviver. E muito embora a Marie não consiga hoje alcançar as notas mais altas como em outros tempos, sua voz será sempre inconfundível e inspiradora e Roxette continuará sendo correspondida pelo público que ainda se arrepia com os sucessos que continuarão emocionando milhares de fãs.









quarta-feira, maio 02, 2012

Formatura dos bombeiros Marcos e Tulio Fleury


Na manhã de quarta-feira, 25 de abril, no`Parque de Exposições de Salvador-BA, formaram-se 1.851 policiais e bombeiros militares, sendo 114 bombeiros. Destes, meu namorado Marcos Teixeira de Almeida e meu amigo Tulio Fleury Oliveira de Jesus, de São Desidério e membros da Turma do Canecão. Após quase nove meses de intenso treinamento eles se formaram com louvor. Parabéns!!!!!!!








Storytelling (Carmine Gallo)

  "O storytelling não é algo que nós fazemos. O storytelling é o que somos". Concluída a leitura de 'Storytelling', de Car...