quinta-feira, fevereiro 21, 2019

57 anos de Emancipação Política de São Desidério

No dia 22 de fevereiro, São Desidério, localizado no oeste da Bahia, comemorou 57 anos de Emancipação Política. Confira alguns registros fotográficos que marcam sua trajetória histórica, além de algumas paisagens e manifestações culturais que mostram um pouco da potencialidade do município.

                                          Década de 1940 e 1950:

Banda de Jazz Cordão de Ouro regida pelo Maestro Heliodoro Alves Ribeiro
Inauguração da Ponte do Val em 1953

Inauguração da Ponte do Val em 1953

Aspecto físico da Praça Dr. Augusto Torres no final da década de 1940 

Praça Dr. Augusto Torres fim da década de 1940
                                          Década de 1960:

Primeiro prefeito Abelardo Alencar

Aspecto físico da Praça da Igreja Matriz em 1963

Primeira Linha de Transporte do município 

Primeira turma de professores leigos orientados pela professora Palmira Faria (Década de 60)
Abertura de estrada vicinal, fim da década de 60

Caminhada para inauguração do Cemitério São Pedro em 1963

Construção do antigo Mercado Municipal em 1967

Discurso do primeiro prefeito Abelardo na inauguração da primeira sede da Câmara Municipal

Estudantes perfilados sob orientação da professora Abelina Rosa de Oliveira (D. Uta) 

Festa da Primavera

Posse dos vereadores em 1963

Cortejo da inauguração do Cemitério Municipal em 1963
Aplicação do calçamento na sede do município, início dos anos 1960

Terno da União sob orientação do Maestro Heliodoro Alves Ribeiro em 1965
Sport Clube São Desidério em meados da década de 1960

Vista da sede do município em 1966

Inauguração da Escola Presidente Castelo Branco em 1967 

Inauguração da Pedra Fundamental da Irrigação e Chafariz para fornecimento de Água em 31 de agosto de 1968

Primeiro Presidente da Câmara Legislativa de São Desidério Olavo Pereira dos Santos tomando posse em 1963
Desfile Cívico
Inauguração da Barragem em 1963
Inauguração da Barragem em 05 de maio de 1963
                                         Década de 1970 e 1980:

Aspecto físico da Praça da Igreja Matriz

Praça da Igreja Matriz em épocas dos festejos religiosos de setembro
Festejo do Divino Espírito Santo no final da década de 1970

Inauguração da Praça Juarez de Souza
Inauguração do Posto de Saúde de Sítio Grande, década de 1970


Desfile Cívico, década de 1970

Desfile Cívico na década de 1970, destaque para o Prefeito Antônio Rocha e primeira dama dona Zinha

Inauguração do Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
Construção do cais da barragem no início da década de 1980

Construção da Lavanderia Municipal, década de 1980

Inauguração da Lavanderia Municipal

Inauguração da Lavanderia Municipal, década de 1980

Inauguração da antiga sede do Fórum Ministro Antonio Carlos Magalhães em 1988

Solenidade de inauguração do Fórum

Micaretas na praça no final da década de 1980 

Festa de Micareta

Inauguração do asfalto da BR 135, no trecho de São Desidério a Barreiras, no final da década de 1980
Campeonatos de vôlei na Praça do antigo Mercado Municipal

Encenação da Via-Sacra por grupos de jovens
                                     
Encenação da Via-Sacra, final dos anos 1980

Via-Sacra dramatizada, fim da década de 1980
Via-Sacra, final da década de 1980

Independente Sport Clube em primeira partida em outubro de 1984


                                         Década de 1990 e 2000:

Inauguração do Estádio Municipal, década de 1990

Inauguração da Creche Municipal Ana Maria de Santana, década de 1990

Inauguração da estátua do Cristo Redentor em 1993

Inauguração da antiga sede da Biblioteca Municipal Dom Ricardo Weberberger em setembro de 1995 

Aspecto físico da Av. JK e rua Julião José de Santana em meados da década de 1990

Desfile Cívico de 7 de Setembro em 1992

Solenidade de Inauguração da estátua do Cristo Redentor

Mulheres reunidas em frente ao cruzeiro da Igreja Matriz para tradicionais rezas da 'Lamentação das Almas'

Saudoso Clube Social Santo Onofre, década de 1990

Desfile Cívico, década de 1990
Escola Castelo Branco década de 1990

Rua 22 de Fevereiro na década de 1990

Rua das Mangueiras na década de 1990

Rua Otacílio Jesuíno de Oliveira, na Praça Juarez de Souza, década de 1990

Rua Bento Alves das Neves nas proximidades da Praça da Igreja Matriz

Rua Dr. Valério de Brito, década de 1990

Vista da cidade do alto do morro das barrigudas, década de 1990

Feira livre na praça do antigo Mercado Municipal, década de 1990

Procissão com o Santo São Desidério na chegada da imagem ao município em 1993
Procissão com o Santo São Desidério em direção ao Abrigo dos Idosos

Procissão com o Santo São Desidério

Orla da Barragem


Família que mantém a tradição do reisado no município 

Orla da Barragem

Lagoa Azul

Paredão do Deus me Livre no distrito de Sítio Grande

Romeiros na Caminhada Ecológica de São Sebastião com destino ao povoado de Morrão

Visitantes na Gruta do Catão

Orla da Barragem

Vista da cidade, janeiro de 2017

Por: Ana Lúcia Souza
Fotos: Arquivo Público Municipal /Ana Lúcia Souza

Alguns clicks na solenidade de formatura dos soldados da Polícia e Bombeiro Militar

Seguem alguns clicks da Solenidade de Formatura dos novos soldados da Polícia e Bombeiros Militares, realizada na segunda-feira, 18 de fevereiro no 10º Batalhão de Ensino, Instrução e Construção (BEIC) em Barreiras-BA.



















Fotos: Ana Lúcia Souza


segunda-feira, janeiro 21, 2019

XX Romaria Ecológica de São Sebastião


A Romaria Ecológica de São Sebastião já se firmou como uma importante manifestação cultural e já faz parte do calendário de festividades de São Desidério. Há 20 anos o evento teve início por meio da iniciativa popular com o intuito de resgatar a única via de acesso ao povoado de Morrão utilizada na década de 1960. Com o passar dos anos a romaria alcançou grande número de participantes e passou também a contar com o apoio do poder público.



O trajeto da Romaria tem início em frente a Igreja Matriz na sede do município e compreende cerca de 09 quilômetro via chapada até Morrão. Durante o percurso de aproximadamente três horas de caminhada, os participantes fazem pausas para lanches e rodas de samba são formadas em meio a vegetação.




A chegada dos romeiros a localidade de Morrão é aguardada com muita alegria. Um cortejo segue até a igreja local onde é realizada uma missa em honra a São Sebastião, padroeiro do povoado, e o festejo é finalizado com um almoço servido aos participantes.











Por Analítica

quarta-feira, janeiro 16, 2019

O Diário de Anne Frank


"Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda". Com essas palavras escritas em 12 de junho de 1942, Anne Frank assinala o início de suas memórias no seu diário que manteve até 1º de agosto de 1944.


Essa talvez não seja apenas mais uma entre tantas histórias que aconteceram no contexto do Nazismo e da guerra. Fundamentada em relatos de um diário de uma adolescente judia, com pensamentos à frente de seu tempo, e às vezes extremistas, ela viveu conflitos e experiências paralelas ao período da Segunda Guerra Mundial, fato em torno do qual a narrativa transcorre.

Anne inicia seus relatos a partir do momento em que ganha de presente de aniversário de 13 anos um diário, na data de 12 de junho. Ela o considera como uma amiga e passa a chamá-lo de Kitty. A princípio relata fatos do convívio com o pai Otto, a mãe Edit e a irmã Margot.

O enredo passa a ter outro direcionamento quando a irmã Margot recebe uma convocação da SS - Organização Paramilitar ligada ao Partido Nazista e a Adolf Hitler e a família então decide fugir para se esconder em um local chamado Anexo Secreto. "O esconderijo ficava no prédio do escritório de papai. É uma coisa meio difícil de ser entendida por gente de fora, por isso vou explicar. Papai não tinha muita gente trabalhando no escritório, só o Sr. Kugler, o Sr. Kleiman, Miep e uma datilógrafa de 23 anos chamada Bep Voskuijl, e todos estavam informados de nossa ida. O Sr. Voskuijl, pai de Bep, trabalha no armazém junto com dois assistentes, e nenhum deles ficou sabendo de nada", pág. 30.

Em outro parágrafo ela descreve o prédio onde passou a viver a família Frank e os Van Daan, e posteriormente também o médico Albert Dussel, totalizando oito pessoas que se enclausuraram naquele endereço chamado Prinsengracht, 263. "A porta à direita do patamar leva ao Anexo Secreto nos fundos da casa. Ninguém jamais suspeitaria da existência de tantos cômodos por trás daquela porta cinza e lisa", pág. 31.

Durante os relatos Anne descreve a relação de amizade e admiração com o pai, como afirma nesse trecho: "Papai é sempre tão bom! Ele me entende perfeitamente e eu gostaria que algum dia pudéssemos falar de coração para coração sem que eu caia instantaneamente no choro. Mas acho que isso tem a ver com minha idade. Eu gostaria de passar mais tempo escrevendo, mas isso provavelmente acabaria sendo chato", pág. 37. Ela comenta também o relacionamento com a mãe, com quem tinha frequentes desentendimentos e dizia gostar menos que o pai. "Apesar de todas as minhas teorias e meus esforços, sinto falta todo dia e toda hora de uma mãe que me compreendesse. É por isso que em tudo que faço e escrevo, imagino o tipo de mãe que eu gostaria de ser para meus filhos no futuro. O tipo de mãe que não leva a sério tudo que as pessoas dizem, mas que me leva a sério", pág. 148.

Em muitos momentos ela faz declarações do desejo de liberdade, como descrito nesse trecho: "Mas os sentimentos não podem ser ignorados, não importa que pareçam injustos ou ingratos. Gostaria de andar de bicicleta, dançar, assoviar, olhar o mundo, me sentir jovem e saber que sou livre, mas não posso deixar isso transparecer", pág. 148. Em outros, ela se mostra não ter mais esperança. "O fim da guerra ainda parecia tão distante, tão irreal como um conto de fadas. Se a guerra não terminar em setembro, não vou voltar à escola, já que não quero ficar dois anos atrasada", pág. 232.

A confusão de pensamentos também é presente nos relatos da autora. "Algumas vezes me pergunto se alguém algum dia entenderá o que estou dizendo, se alguém deixaria de lado a minha ingratidão e não se importaria se sou judia, e apenas me visse como uma adolescente que precisa demais de uma simples diversão. Não sei, e não poderia falar disso com ninguém, porque tenho certeza de que começaria a chorar", pág. 148.

As transformações do corpo, a descoberta do amor e sexualidade, e as frustrações são declaradas pela adolescente. Em relatos registrados na data de terça-feira, 07 de março de 1944, Anne faz uma retrospectiva de 1942 e 1943, deixando transparecer amadurecimentos vividos pela protagonista da história além de questionamentos sobre valores. "Riqueza, prestígio, tudo pode ser perdido. A felicidade em seu coração pode ser diminuída, mas estará sempre lá, enquanto você viver, para torná-lo feliz de novo", pág. 186.


Anne situa o leitor apresentando detalhes a exemplo da situação alimentar no Anexo Secreto. "...vou dar uma descrição detalhada da situação alimentar, já que está se tornando uma situação difícil e importante, não somente aqui no Anexo mas em toda a Holanda, em toda a Europa e mesmo no resto do mundo....nos 21 meses em que vivemos aqui, passamos por muitos ciclos alimentares - num instante você entenderá o que isso significa. Um ciclo alimentar é o período em que só temos um prato específico ou um tipo de verdura para comer. Durante longo tempo só tivemos endívias. Endívia assim, endívia assado, endívia com purê de batatas, caçarola de endívia com purê de batatas. Depois espinafre, seguido por couve-rábano, salsão, pepinos, tomates, chucrute e por aí vai", pág. 231.

A ideia de escrever apenas para si mudou quando em 1944 ela soube que o governo holandês  anunciou que após a guerra recolheria relatos do sofrimento dos holandeses influenciados pela ocupação alemã, e isso incluiria cartas e diários. A partir disso, a adolescente, que tinha o desejo de ser jornalista e escritora, começou a organizar os inscritos e nutrir o desejo de publicar um livro baseado em seu diário, como ela mesma afirma nessa passagem:

"Há muito tempo você sabe que meu maior desejo é ser jornalista, e mais tarde uma escritora famosa. Teremos de esperar para ver se essas grandes ilusões (ou desilusões) irão se cumprir, mas até agora não sinto falta de assunto. De qualquer modo, depois da guerra eu gostaria de publicar um livro chamado O Anexo Secreto. Resta ver se conseguirei, mas meu diário pode servir de base", pág 273.

Como não havia muito o que fazer no Anexo, escrever era um de seus entretenimentos e o desejo de se tornar conhecida através da escrita manteve suas esperanças até a última página de seu diário, acreditando que poderia fazer uma coisa não somente por si, mas também pelos outras. "A não ser que você escreva, não saberá como é maravilhoso; eu sempre reclamava de não conseguir desenhar, mas agora me sinto felicíssima por saber escrever.  E se não tiver talento para escrever livros ou artigos de jornal, sempre posso escrever para mim mesma. Mas quero conseguir mais do que isso...não quero que a minha vida tenha sido em vão, como a da maioria das pessoas. Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo àquelas que jamais conheci. Quero continuar vivendo depois da morte!E é por isso que agradeço tanto a Deus por ter me dado este dom, que posso usar para me desenvolver  para exprimir tudo que existe dentro de mim!", pág. 233.


O último registro do diário de Anne data de 1º de agosto de 1944, três dias antes das oito pessoas que se encontravam no Anexo Secreto serem presas por um sargento da SS e membros holandeses da Polícia de Segurança.

Sem um final feliz e apesar do sonho de se tornar famosa não ter sido desfrutado em vida por Anne Frank, a  publicação de suas memórias imortalizou sua obra e tornou sua história conhecida por leitores no mundo inteiro.


Por Analítica
Foto: Divulgação

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Presépios/Lapinhas de Natal: história e tradição

Sizaltina mantém a tradição da lapinha há mais de 70 anos
Presépio é uma alusão que se faz da reprodução do nascimento de Jesus Cristo, no qual são os personagens da história o menino Jesus em uma manjedoura, Maria a mãe de Jesus, José o carpinteiro e pai de Jesus. No cenário, relativo a um estábulo, se encontram ovelhas, bois, jumentos, entre outros animais presentes na noite de Natal.

A história conta que o primeiro presépio foi produzido por São Francisco de Assis, por volta de 1223. O frade utilizou argila oriunda da floresta de Greccio na Itália, numa região conhecida por Lácio, com a intenção de explicar as pessoas o verdadeiro significado do Natal.

Esta ação se popularizou na Europa no século XVIII e as pessoas também passaram a montar os presépios dentro de suas próprias casas. Com o tempo, esta prática se tornou comum e adotada em outras partes do mundo, chegando ao Brasil.

Em São Desidério, na região oeste da Bahia, a confecção dos presépios é também popularmente conhecida como 'Lapinhas', fazendo uma relação com gruta ou lapa, em torno do qual o cenário do presépio geralmente é montado. 

Até a década de 1990, a tradição era mantida por muitas famílias. Na noite de 24 de dezembro, após a celebração da Missa do Galo, um grupo de senhoras acompanhadas de outras pessoas partiam da Igreja Matriz rumo as casas onde era montadas as lapinhas. Em cada casa rezavam e cantavam benditos exaltando o nascimento de Jesus e após a reza eram servidos bolos, biscoitos, salgados e bebidas aos participantes. A peregrinação às casas costumava demorar e só terminava por volta do amanhecer do dia.

As lapinhas de dona Maria Rosa conhecida por Maria Pombinha, Dorinha (in memorian), Anízia, Maria do Ercílio, Maria do Zé da Bia (in menmorian), Nenzinha, Maria Helena, Valdecy, Bia do Adiel (in memoria), Custódia (in memorian), Nazinha, Joana do seu Olavo (in memorian),  Dalice (in memoriam) e Sizaltina, entre outras, faziam parte do percurso.

Outro dia para rezar nas lapinhas é 06 de janeiro, em que se comemora Santo Reis. A data faz alusão a visita dos três Reis Magos levando ouro, incenso e mirra ao menino Jesus.


Reza do Dia de Santo Reis na casa da vó Si

Lapinha da minha casa

Lapinha da Igreja Matriz

Por: Analítica

quinta-feira, novembro 22, 2018

Dia do músico


Neste dia dedicado ao músico (22 de novembro), o Analítica parabeniza a todos os músicos de nossa querida São Desidério, em especial, os que fazem parte da Banda Baile Gerações (Rodrigo Rocha, Val, Leonel, Leomar, João Marcos, Adler, Lurick, Artur e Jacky), profissionais dedicados com quem aprendo a cada show e me divirto muito. Lembrando também com carinho daqueles que já fizeram parte e contribuíram com a trajetória da Família Gerações (Zezito, Vota, Zânio e Flávio). Estes são registros de alguns momentos especiais divididos nos palcos  da vida.





Fotos: Divulgação / Lucas Ribeiro Ascom SD
Banda Gerações: Rodrigo (Vocal), Leonel (Teclado), Leomar (Baixo), João Marcos e Luizinho (Metais), Lurick (Guitarra), Val e Arthur (Percussão), Adler (Bateria) e Ana Lúcia (Back).

terça-feira, novembro 13, 2018

Clicks livres



As duas fotos acima registradas em Vila Nova Conceição, localidade da zona rural do município de São Desidério.


Rio Grande no povoado de Almas, São Desidério.


Rio Grande no distrito de Sítio Grande, São Desidério.

Storytelling (Carmine Gallo)

  "O storytelling não é algo que nós fazemos. O storytelling é o que somos". Concluída a leitura de 'Storytelling', de Car...